Quais os riscos aos olhos no verão? Cuidados para praia, piscina, viagens e calor

Quais os riscos aos olhos no verão? Cuidados para praia, piscina, viagens e calor

Clínica Queiroz | 07/07/2026
Quais os riscos aos olhos no verão? Cuidados para praia, piscina, viagens e calor

Verão costuma combinar com sol, piscina, praia, parques, viagens e mais tempo ao ar livre. Para os olhos, porém, essa rotina também pode aumentar o risco de irritação, ressecamento, alergias, conjuntivite e incômodos causados pela exposição ao sol.

Isso não acontece só em cidades litorâneas. Quem passa férias em regiões quentes e úmidas, viaja para lugares secos, fica muito tempo em ambientes com ar-condicionado ou usa lentes de contato também precisa de atenção.

Em Belém, onde a Clínica Queiroz Oftalmologia está localizada, calor, umidade, luminosidade intensa e mudanças rápidas de clima fazem parte da rotina. Mas os cuidados valem para qualquer pessoa que esteja aproveitando o verão — seja na praia, na piscina, em trilhas, parques, viagens ou no dia a dia.

Por que os olhos sofrem mais no verão?

No verão, os olhos tendem a ficar mais expostos a fatores que irritam a superfície ocular.

Entre os principais estão:

  • sol forte;
  • vento;
  • areia;
  • água de piscina;
  • água do mar;
  • suor;
  • poeira;
  • ar-condicionado;
  • uso prolongado de telas em ambientes climatizados;
  • maior exposição a ambientes externos;
  • uso inadequado de lentes de contato.

Na prática, isso pode causar sintomas como ardência, coceira, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e visão embaçada temporária.

O ponto central é diferenciar um incômodo passageiro de um sinal que precisa de avaliação.

Sol forte e radiação UV: por que os óculos escuros importam?

A luz solar não incomoda apenas pela claridade. A exposição aos raios ultravioleta pode afetar estruturas dos olhos ao longo do tempo, especialmente quando a pessoa fica muitas horas ao ar livre, em locais com reflexo de água, areia ou superfícies claras.

Por isso, óculos escuros não devem ser escolhidos só pela estética ou pela lente mais escura. O mais importante é que tenham proteção contra radiação UV, preferencialmente com indicação de bloqueio 100% UVA/UVB ou UV400. A American Academy of Ophthalmology orienta procurar óculos com proteção de 100% contra raios UV, em vez de confiar apenas na cor ou escuridão das lentes.

Também ajuda usar chapéu ou boné em situações de maior exposição, como praia, caminhada, esporte ao ar livre e passeios longos.

Praia, piscina e mar: quais cuidados evitam irritação e infecções?

Praia e piscina podem irritar os olhos por motivos diferentes.

Na piscina, cloro e outros produtos químicos podem provocar ardência e vermelhidão. Já no mar, sal, areia, vento e partículas podem causar irritação na superfície ocular. Além disso, água contaminada pode aumentar o risco de infecções, especialmente se a pessoa coça os olhos ou usa lentes de contato de forma inadequada.

Alguns cuidados simples ajudam:

  • evite abrir os olhos dentro da piscina ou do mar por muito tempo;
  • use óculos de natação quando necessário;
  • lave o rosto com água limpa após praia ou piscina;
  • não compartilhe toalhas;
  • evite coçar os olhos;
  • procure avaliação se houver secreção, dor, sensibilidade à luz ou piora da visão.

Olho vermelho depois de piscina nem sempre é conjuntivite, mas também não deve ser ignorado se os sintomas persistirem ou piorarem.

Ar-condicionado, vento e clima seco: por que os olhos ressecam?

Muita gente associa verão apenas ao calor, mas o ressecamento ocular pode piorar justamente em ambientes climatizados.

Ar-condicionado, ventilador, jatos de ar no carro, avião, vento e clima seco podem aumentar a evaporação da lágrima. Isso deixa os olhos mais sensíveis, com sensação de areia, ardência, queimação, lacrimejamento reflexo e desconforto ao usar telas. A AAO aponta ventiladores, ar de avião e correntes de ar de ar-condicionado como fatores ambientais que podem contribuir para olho seco.

Algumas medidas ajudam no dia a dia:

  • evitar vento direto no rosto;
  • fazer pausas no uso de telas;
  • lembrar de piscar com mais frequência;
  • manter boa hidratação;
  • usar lágrimas artificiais quando indicadas pelo oftalmologista;
  • ajustar a posição de ventiladores e saídas de ar.

Se o desconforto é frequente, o ideal é avaliar a superfície ocular em consulta.

Calor, umidade e alergias: quando a coceira merece atenção?

Coceira nos olhos é uma queixa comum no verão, especialmente em pessoas com tendência a alergias.

Em regiões quentes e úmidas, a combinação de suor, poeira, mofo, pólen, cosméticos, protetor solar e poluição pode irritar os olhos. Em regiões mais secas, o ressecamento também pode aumentar a sensação de coceira e areia.

O problema é que coçar os olhos com força pode piorar a irritação e machucar a superfície ocular. Em pessoas predispostas, esse hábito também pode agravar condições da córnea.

Sinais que merecem avaliação:

  • coceira intensa e recorrente;
  • olhos muito vermelhos;
  • secreção;
  • inchaço nas pálpebras;
  • sensibilidade à luz;
  • visão embaçada;
  • necessidade frequente de colírios.

O tratamento depende da causa. Colírios antialérgicos, lubrificantes ou outros medicamentos devem ser usados com orientação profissional.

Lentes de contato no verão: cuidados em viagens, praia e piscina

Quem usa lentes de contato precisa redobrar o cuidado no verão.

O uso de lentes na piscina, no mar, no banho ou em rios aumenta o risco de infecções. O CDC orienta manter lentes de contato longe da água, porque a combinação entre lentes e água pode trazer riscos à saúde ocular e favorecer infecções.

Cuidados importantes:

  • não entre na piscina ou no mar usando lentes, salvo orientação específica do seu oftalmologista;
  • não lave lentes com água da torneira;
  • não guarde lentes em água;
  • use apenas solução própria para lentes;
  • higienize as mãos antes de manusear as lentes;
  • leve estojo, solução e óculos reserva em viagens;
  • não durma com lentes, exceto se houver indicação específica;
  • suspenda o uso se houver dor, vermelhidão, secreção ou visão embaçada.

Se houver irritação importante em usuário de lente, a avaliação deve ser mais rápida.

Colírios por conta própria podem piorar o problema

No verão, é comum alguém tentar resolver olho vermelho ou irritado com “qualquer colírio”.

Esse é um erro frequente.

Colírios vasoconstritores, antibióticos ou corticoides não devem ser usados sem orientação. Alguns podem mascarar sinais importantes, causar efeitos indesejados ou piorar determinados quadros.

Olho vermelho pode ter várias causas: irritação, alergia, ressecamento, conjuntivite, trauma, corpo estranho, inflamações e outras condições. O tratamento muda conforme a causa.

A escolha segura é evitar automedicação e procurar avaliação quando os sintomas forem intensos, persistentes ou acompanhados de sinais de alerta.

Crianças, idosos e pessoas com olho seco precisam de mais cuidado?

Sim.

Crianças costumam passar mais tempo em piscina, areia e atividades ao ar livre. Também tendem a coçar mais os olhos e nem sempre conseguem explicar bem o que estão sentindo.

Idosos podem ter maior tendência a olho seco, usar mais medicamentos e apresentar maior sensibilidade a ambientes com ar-condicionado ou vento.

Pessoas que já têm olho seco, alergia ocular, blefarite, ceratocone, histórico de cirurgia ocular ou uso de lentes de contato também devem ficar mais atentas.

Nesses grupos, sintomas aparentemente simples podem causar mais desconforto ou exigir acompanhamento mais próximo.

Quando procurar o oftalmologista?

Procure avaliação se os sintomas não melhorarem ou se aparecer qualquer um destes sinais:

  • dor ocular;
  • visão embaçada ou piora visual;
  • sensibilidade importante à luz;
  • secreção;
  • sensação de corpo estranho que não passa;
  • olho vermelho intenso;
  • trauma ou entrada de areia/produto químico;
  • irritação em usuário de lente de contato;
  • sintomas que duram mais que alguns dias;
  • crises repetidas de alergia ou olho seco.

Na dúvida, principalmente quando há dor ou mudança na visão, não trate como uma irritação comum.

Agende uma avaliação

Está com olhos irritados, vermelhos, coçando ou ressecados depois de praia, piscina, viagem ou exposição ao calor?

Agende uma avaliação oftalmológica na Clínica Queiroz Oftalmologia. A consulta ajuda a identificar a causa do incômodo e orientar o cuidado mais adequado para o seu caso.


Perguntas frequentes

Piscina pode causar conjuntivite?

Pode haver irritação por cloro e também risco de infecção quando há exposição a água contaminada ou contato com secreções. Se houver secreção, dor, piora visual ou vermelhidão persistente, procure avaliação.

Posso usar lente de contato na piscina?

O ideal é evitar. Lentes de contato não devem entrar em contato com água de piscina, mar, banho ou rios, pois isso aumenta o risco de infecções oculares.

Óculos escuros escuros protegem mais?

Não necessariamente. O mais importante é a proteção UV indicada pelo fabricante. Lentes muito escuras sem proteção adequada não garantem segurança.

Ar-condicionado pode deixar os olhos secos?

Sim. Ar-condicionado, vento, ventiladores e ar de avião podem favorecer a evaporação da lágrima e piorar sintomas de olho seco.

Olho vermelho no verão é sempre conjuntivite?

Não. Pode ser irritação, alergia, ressecamento, corpo estranho, trauma ou outras causas. A presença de secreção, dor, sensibilidade à luz ou piora visual exige mais atenção.

Crianças precisam usar óculos escuros?

Sim, quando expostas ao sol. O ideal é usar óculos com proteção UV adequada e armação confortável, além de chapéu ou boné quando necessário.

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