Diabético precisa ir ao oftalmologista todo ano? Entenda a retinopatia diabética

Diabético precisa ir ao oftalmologista todo ano? Entenda a retinopatia diabética

Clínica Queiroz | 03/06/2026
Diabético precisa ir ao oftalmologista todo ano? Entenda a retinopatia diabética

Para muitas pessoas com diabetes, a resposta é sim: o acompanhamento oftalmológico precisa ser regular e, em grande parte dos casos, anual.

O motivo é que a retinopatia diabética pode começar de forma silenciosa. Não costuma causar dor, vermelhidão ou perda visual logo no início. A pessoa pode sentir que está enxergando normalmente enquanto alterações começam a acontecer nos vasos da retina.

Por isso, esperar a visão piorar para marcar uma consulta não é a melhor escolha.

A frequência da consulta depende do tipo de diabetes e do resultado do exame

O acompanhamento não é idêntico para todos os pacientes. A frequência depende do tipo de diabetes, do tempo de diagnóstico, do controle clínico e, principalmente, do que aparece no exame de retina.

De forma geral:

  • pessoas com diabetes tipo 2 devem fazer avaliação oftalmológica logo após o diagnóstico;

  • pessoas com diabetes tipo 1 costumam iniciar o acompanhamento alguns anos depois do diagnóstico, conforme orientação médica;

  • pacientes com retinopatia diabética ou outros fatores de risco podem precisar de retornos mais frequentes;

  • quem não apresenta alterações na retina pode receber uma orientação individualizada sobre o intervalo entre os exames.

A consulta anual é uma referência importante, mas o intervalo ideal deve ser definido pelo oftalmologista de acordo com cada caso.

O que é retinopatia diabética?

A retinopatia diabética é uma complicação do diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina.

A retina é a parte interna do olho responsável por captar a luz e transformar imagens em sinais enviados ao cérebro. Quando a glicose permanece elevada por muito tempo, os pequenos vasos dessa região podem sofrer alterações.

Esses vasos podem vazar, se fechar ou formar novos vasos anormais. Em fases mais avançadas, isso pode comprometer a visão central, a visão periférica ou ambas.

O ponto mais importante é que essas alterações podem estar presentes antes de a pessoa perceber qualquer sintoma.

“Minha visão está boa. Ainda preciso fazer exame?”

Sim.

Ter boa visão não garante que a retina esteja saudável. Alterações iniciais podem ser discretas e só aparecer no exame oftalmológico.

O acompanhamento regular permite identificar sinais precoces de retinopatia diabética, acompanhar sua evolução e definir se basta observar ou se há necessidade de tratamento.

Na prática, o exame ajuda a evitar que um problema silencioso seja descoberto apenas quando já está interferindo na leitura, no trabalho, na direção ou em outras atividades do dia a dia.

Quais sintomas podem aparecer quando a retinopatia avança?

Nem todo sintoma visual em uma pessoa com diabetes significa retinopatia diabética. Ainda assim, alguns sinais merecem avaliação sem adiar:

  • visão embaçada que surge ou piora;

  • manchas escuras ou pontos flutuando na visão;

  • linhas retas que parecem tortas;

  • dificuldade maior para enxergar à noite;

  • áreas escuras ou falhas no campo visual;

  • queda súbita ou progressiva da visão.

Uma perda visual importante e repentina deve ser tratada como urgência oftalmológica.

Controle da glicose ajuda a proteger a retina?

Ajuda muito, mas não substitui o exame ocular.

O controle da glicose, da pressão arterial e de outros fatores de saúde reduz o risco de desenvolvimento e progressão da retinopatia diabética. Mesmo assim, o acompanhamento oftalmológico continua necessário.

Isso acontece porque alterações na retina podem começar sem sintomas e porque cada pessoa apresenta riscos diferentes conforme o tempo de diabetes, histórico clínico e condições associadas.

O cuidado mais seguro combina acompanhamento médico, controle do diabetes e avaliação oftalmológica regular.

Quais exames podem ser feitos?

A consulta pode incluir avaliação da acuidade visual, medição do grau quando necessário e exame detalhado do fundo de olho com dilatação da pupila.

Dependendo do resultado, o oftalmologista pode solicitar exames complementares para observar a retina com mais precisão. Entre os exames que podem ser indicados estão:

  • mapeamento de retina;

  • retinografia;

  • tomografia de coerência óptica, também chamada de OCT;

  • angiofluoresceinografia;

  • ultrassonografia ocular, em situações específicas.

O objetivo é identificar se há alterações na retina, entender seu estágio e acompanhar a evolução ao longo do tempo.

Retinopatia diabética tem tratamento?

Sim. O tratamento depende do estágio da doença, da região afetada e da presença ou não de complicações, como edema macular.

Em casos iniciais, pode ser indicado apenas acompanhamento regular associado ao melhor controle do diabetes. Em outras situações, o especialista pode recomendar tratamentos específicos para proteger a retina e reduzir o risco de perda visual.

O diagnóstico não deve ser motivo de medo ou adiamento. Quanto mais cedo uma alteração é identificada, maiores são as possibilidades de acompanhamento e controle.

Diabetes na gestação exige atenção extra

Mulheres que já têm diabetes antes da gestação devem conversar com sua equipe médica sobre a necessidade de avaliação oftalmológica antes ou no início da gravidez.

Em alguns casos, a gestação pode exigir acompanhamento mais próximo da retina, especialmente quando já existem alterações oculares.

Quando marcar sua consulta de retina?

Você não precisa esperar a visão piorar.

Se tem diabetes e não lembra quando fez seu último exame de retina, este é um bom momento para retomar o acompanhamento. E, se percebeu visão embaçada, manchas, distorções ou perda visual recente, procure avaliação o quanto antes.

A Clínica Queiroz Oftalmologia oferece consulta especializada em retina e vítreo em Belém para pacientes com diabetes e para pessoas que apresentam alterações visuais. A avaliação ajuda a entender como está a saúde da retina e qual acompanhamento é mais adequado para o seu caso.

Perguntas frequentes

Todo diabético precisa fazer exame de retina?

Pessoas com diabetes devem realizar acompanhamento oftalmológico regular, porque a retinopatia diabética pode não causar sintomas nas fases iniciais.

Quem tem diabetes tipo 2 deve ir ao oftalmologista quando?

A recomendação geral é fazer uma avaliação oftalmológica no momento do diagnóstico e seguir a frequência definida pelo especialista.

Se a glicose estiver controlada, ainda existe risco?

O bom controle reduz o risco de alterações na retina, mas não elimina a necessidade de acompanhamento ocular regular.

Retinopatia diabética pode causar perda de visão?

Sem acompanhamento e tratamento adequados, casos mais avançados podem comprometer a visão. Por isso, a identificação precoce é tão importante.

O exame de retina dói?

Em geral, não. Pode ser necessário dilatar a pupila, o que pode deixar a visão temporariamente embaçada e mais sensível à luz por algumas horas.

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